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Dicas de amiga sobre maternidade!

  • Marcela Garcia
  • 1 de abr. de 2020
  • 6 min de leitura

Atualizado: 17 de abr. de 2022

Hoje vou escrever sobre algumas coisas que eu gostaria de ter lido/sabido antes do Vicente nascer, mas que só fui aprender ou descobrir na prática. São dicas mesmo de coisas que pretendo fazer diferente com um possível próximo filho e que considero que valem a pena ser compartilhadas para amigas grávidas ou que pretendem engravidar (animem, meninas! É tão bom...). Por mais que a gente se prepare, leia muito, assista a vídeos, muitas coisas passam batido e por isso decidi escrever. Atenção: tudo baseado na minha experiência, nenhuma verdade absoluta. Claro que com outras mulheres tudo pode ter sido diferente, a maternidade é algo muito único, mas comigo foi assim!


Leve a almofada de amamentação para a maternidade - a maternidade onde ganhei o Vicente é ótima, mas a cadeira que eles deixam para amamentação é uma vergonha! Horrível, super desconfortável! Eu precisava de vários travesseiros pra me ajeitar toda vez que ia amamentar. Isso teria sido diferente se eu tivesse levado a minha almofada de amamentação, que estava lá em casa e teria sido muito útil na maternidade. Eu ainda levaria uma banqueta dobrável para apoiar os pés na hora de amamentar, o Murillo colocava o encosto do sofá no chão pra me ajudar... O começo da amamentação é complexo e uma posição confortável ajuda demais, é algo a menos pra você se preocupar na hora H.

Como fez falta essa almofada...


Pega correta não garante uma amamentação indolor! - antes do Vicente nascer, como eu queria muito que desse certo a amamentação, super estudei o assunto e o resumo era: garanta que o bebê faça a pega correta que tudo vai dar certo. #SQN! A pega correta não garante que não vai doer! Vicente pegou direitinho de primeira, e mesmo assim meus seios ficaram bem doloridos por conta da sucção forte e sem parar dele nos primeiros dias após o nascimento, antes da apojadura (descida do leite). Claro que quando a pega não é correta tudo piora, mas eu achava que era só ele pegar certinho que daria tudo certo, e não foi bem assim. Estudem a pega porque ela é fundamental, mas não é só isso, sabe?

Livre demanda pode significar o bebê mamando nos seios quase que 24 horas por dia - Essa necessidade de mamar sem parar logo após nascer me pegou de surpresa (ele não deveria mamar de 3h em 3h?). Eu não sabia que poderia ser assim e fiquei assustada e muito exausta. Acho que se soubesse que isso poderia acontecer, teria me preparado melhor psicologicamente. Procurem se informar sobre a exterogestação e como lidar com ela - é fundamental entender como o bebê se sente nesse início de vida e as demandas dele (que são basicamente: colo, aconchego e peito!). Recomento um perfil no Instagram com muita informação legal sobre isso: @divinotete.

Eu no segundo dia de puerpério ainda tentando assimilar tudo, mas já apaixonada pelo meu filhote, sem acreditar que tinha saído de mim. Até hoje isso mexe comigo, é muito coisa de Deus gerar uma vida dentro de você, fruto do amor de um casal!

Amamentar no começo dói, mas não tanto assim - acho que li tantos relatos assustadores sobre amamentação antes do Vicente nascer que acho que estava esperando algo muito pior do que foi. Pra todo mundo que perguntava eu falava que eu tinha mais medo de amamentar do que do parto! O que aconteceu comigo foi que em 5 dias estava bem habituada e a amamentação já havia se tornado algo quase indolor e muito prazeroso. Claro que dor é relativo e eu graças a Deus não tive empedramento, dutos entupidos, mastite, nem grandes rachaduras ou fissuras, mas eu achava que seria pior do que foi. Não se assustem tanto e não leiam relatos apenas de quem teve dificuldade. Há muitos casos de sucesso também.


Sua pele fica horrível após o parto - fiquei cheia de espinhas e cravinhos no rosto após ele nascer, com certeza consequência dos hormônios, mas também fui pega de surpresa, não sabia que isso aconteceria! Em cerca de 6 dias minha pele estava normal de novo, então nada a se preocupar!


Leve pijamas de CALÇA/SHORTS pra maternidade - você vai sangrar bastante, seja depois do parto normal ou cesárea. Esse sangramento se chama lóquio e no meu caso durou um mês. Começou forte e foi diminuindo, como uma menstruação. O que acontece é que pijamas de calça ou shorts sustentam melhor a calcinha com o absorvente que você vai precisar usar. Camisolas deixam tudo meio "solto" e eu achei desconfortável, o absorvente às vezes saía do lugar... Por sorte levei apenas uma camisola e na próxima, só pijamas. OBS: a Jogê tem ótimos pijamas de amamentação. São caros, mas valem a pena!


Use o berçário da maternidade! - esse acho que é um dos conselhos mais importantes que eu daria pra uma grávida! Antigamente, na época que minha Mãe me teve, o normal era o bebê ficar no berçário e vir para o quarto da mãe às vezes, para mamar e interagir um pouco. Fora disso, ficava o tempo todo no berçário, sendo cuidado nesses primeiros dias pelas enfermeiras do berçário. Isso mudou e o padrão hoje em dia é o bebê não desgrudar da mãe e do pai desde o momento que nasce. Entendo que há uma onda muito bacana de criar vínculo, etc, mas gente... Como fica a mãe que acabou de parir e está cheia de pontos tendo que levantar toda hora pra cuidar do bebê, dia e noite? Tendo que receber visitas durante o dia e ainda atender cada choro que o bebê dá, estando exausta sem conseguir dormir e precisando muito se recuperar do parto? A forma como está hoje em dia é muito boa pra maternidade, que reduz seu quadro de enfermeiros e passa pra mãe essa função de cuidar 24 horas do filho recém nascido. Se eu pudesse voltar no tempo teria ficado com Vicente o dia todo comigo no quarto, mas todas as noites o teria mandado pro berçário por pelo menos três horinhas para conseguir dormir um pouco. Os pais precisam estar bem pra conseguir cuidar bem do bebê, essa é minha opinião!

Berçário vazio... Hoje em dia o padrão é as mães recém nascidas que lutem com seus filhos recém nascido! Rrrsrsrsrs

Limite as visitas na maternidade, não receba todo mundo - essa era uma aposta minha, que não sabia se daria certo e deu, por isso vim contar aqui como foi. Nós restringimos visitas à família e amigos muito próximos na maternidade. De início não queria receber ninguém, apenas nossos pais e irmãs, mas depois abrimos exceção para poucos amigos e foi bom. Mesmo recebendo pouca gente, cansa demais receber visitas, não fiquei à vontade (até hoje não fico!) de amamentar na frente de outras pessoas, ainda que só mulheres, e em alguns momentos ficamos exaustos... Não consigo imaginar como é receber todo mundo no hospital. Muita gente me achou maluca de preferir receber em casa, mas foi o melhor para nós - recebemos poucas pessoas na maternidade e a maioria depois, em casa, em dias espaçados. O que mais ouvi era que o melhor seria receber na maternidade porque lá você tem as enfermeiras pra cuidarem do bebê, mas o que ninguém leva em consideração é que na real o bebê fica com você o tempo todo no quarto e além disso lá na maternidade também tem o seu pós parto, o seu baby blues, o seu corte da cesárea, a sua amementação ainda não engrenada e o vínculo familiar ainda se formando! Faria tudo novamente: poucas pessoas na maternidade e a maioria em casa.

Nossa recepção na maternidade, só para os muito íntimos!

O bebê descama nos primeiros dias - logo que Vicente nasceu eu comecei a reparar nos pés dele descascando, como que descamando um pouco. Achei super estranho mas depois descobri que é normal. Bebês descamam. Por que ninguém me contou isso antes? Rsrsrsrs


Por último, talvez a dica mais importante... Existe o que é certo e existe o que funciona - Logo que o Vicente nasceu minha prima me falou isso, que não existe certo e errado, existe o que funciona para cada família. Não podia ser mais verdade... Li exatamente isso recentemente no livro Mãe Fora da Caixa e me lembrei da minha prima me falando isso lá atrás, quando ele nasceu.


Em preparação para maternar aprendemos juntos (Murillo e eu) tantas orientações-padrão que quando chegou a hora da prática percebemos que não funcionaram para nós. Vicente toma banho desde recém nascido no chuveiro, dorme apenas de lado, já dormiu na nossa cama, no meio de nós, com dois meses foi dormir sozinho no quarto dele monitorado pela babá eletrônica... E tá tudo bem! Claro que estou falando de práticas dentro da segurança, mas hoje em dia graças a Deus há uma linha na pediatria que entende isso, que tendo o devido cuidado com a segurança, dá pra adaptar os cuidados do bebê para o que funciona em cada família. Acho que os pais são os primeiros interessados no bem estar do seu próprio filho, certo? Li também em um livro (que recomendo DEMAIS pra toda mulher no pós parto, chamado Mãe Recém Nascida) que cada relação mãe-bebê é única, é como um DNA, já que cada bebê é único e cada mãe também tem um jeito único, por isso não adianta tentar seguir tantas regras. Fique tranquila que você vai encontrar seu caminho, você é MÃE, você vai ser a primeira a saber o que é melhor pro SEU filho.


Espero que tenham gostado! Vou postar ainda um relato detalhado sobre a amamentação (domingo ele completa três meses, quase dobrou de peso com amamentação exclusiva em livre demanda!) e também vou fazer um post sobre coisas que mais tenho usado com ele!

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